É muito importante ressaltar que este texto é fictício, fruto da minha imaginação, que se pôs a pensar em relacionamentos deste tipo. Não quero que confundam nenhuma palavra dita aqui com o real relacionamento que mantenho com meu namorado. Claro que o texto é levado conforme minhas opiniões quanto ao assunto, e foi inspirado na discussão resultante do término de relacionamento de duas pessoas muito próximas a mim. Pode ser considerado um conto, doce e trágico sobre relacionamentos que fracassam.
Espero que depois não perguntes o que fizeste de errado. O problema foi a indiferença com meus sentimentos. Sabias que há muito tuas atitudes não mais me agradavam, e mesmo assim prosseguiste. E contra meus pedidos, o fizeste. Agora eu simplesmente lavo minhas mãos, assumindo a mesma postura omissa que tu assumiste para com minha opinião.
Sabendo que havíamos passado recentemente por uma fase turbulenta, em que o amor que eu sentia por ti fora posto à prova. Sabendo que devido a teus esforços conseguimos superar esta fase, continuaste. E o fato de teres continuado não foi nada encorajador para mim. Na verdade foi o estopim, a explosão final.
Me incomoda pensar que tu não pareceste te importar com a ameça que tua atitude significou para nós, pois apenas seguiste em frente. E ainda disseste que eu precisava ser mais flexível. Pedido este, absurdo, quando durante todos esses longos anos que vivemos juntos o que mais fiz foi ceder.
Então me pergunto agora: que tipo de relacionamento é este? Não tenho tendências masoquistas e tampouco paciência infinita. Claro que tivemos nossos bons momentos.
Sei que tu me amas, assim como te amo, mas tudo tem seus prós e contras, e pesando-se os dois lados, o que prevalece? Talvez a resposta esteja explícita.
O amor que temos é grande e forte demais, mas às vezes, meu querido, aprende-se a duras penas, como eu aprendi, que amor não é o suficiente. É preciso bem mais.
Confiança e compreensão são imprescíndiveis, bem como tolerância, mas esta já foi tolerada demais.
Então por que eu deveria ter a paciência de Jó e tolerar todos os teus erros, para no final ainda sair como a incompreensiva. Quando se quer mudar é ótimo, mas em todos estes longos anos que vivemos juntos tu nunca quiseste.
Ainda assim espero que um dia reconheças, e queiras mudar, mesmo que eu já não esteja mais perto para saber.
E como tu podes querer que eu me sinta, dada a maneira como procedeste? Amada e importante, com tudo que penso e sinto sendo friamente ignorado? É impossível sentir-me assim e ainda ouvir uma espécie disfarçada de 'cala-boca' vindo na forma de 'seja mais flexível'.
E quanto a nós? Onde ficamos, como ficamos? Acho que na verdade tu não te importas tanto assim, pelo modo como ages. Estamos cansados de saber que palavras não são nada, e que as atitudes é que falam mais alto, mesmo que as palavras sejam gritadas garganta a fora. Elas acabam sendo desnecessárias. Como já dizia a sábia música de Depeche Mode.
Meu bem, tu és assim, e não creio que vás mudar. Por mais que tenhamos acreditado nisso durante todo esse tempo. Um dos maiores erros em um relacionamento é
pensar que se pode mudar o outro, mas adivinhe só: não se pode!
E eu sou a prova viva disso. Tu me jogaste fora da tua vida, jogaste tudo para o alto. Talvez tu te arrependas no futuro. Talvez tu te aches a pessoa mais coberta de razão do mundo. Eu nunca saberei, isso apenas tu saberás.
Não me arrependo de nada que fiz, ou de nada que passamos juntos. Apenas lamento que tudo isso tenha que acabar desta forma. Mergulhei neste relacionamento esperando que fosse durar para sempre, esperando que fôssemos casar, ter filhos e um cachorro. Esperando que passássemos o resto da vida juntos. Mas não foi. Mas não foi para sempre, e acabou. Agora acabou.
Eu realmente não queria sair da tua vida, e não queria que tu saísses da minha. Mas se tem que ser assim, assim será. Digo que te amo muito e arrisco até afirmar
que amo mais do que qualquer pessoa já amou. Sentirei muito tua falta, porque tu me marcaste de fato.
Nunca te esquecerei por completo, e espero ainda guardar apenas as melhores memórias. Memórias estas que doerão muito quando forem lembradas, mas a vida continua. Dói, mas continua. E talvez doa mais pra um que pra outro, mas ainda assim
ambos têm de continuar.
Não sei quem superará mais rápido, e pra ser sincera, prefiro nem saber. Também não me conformo com a idéia de que daqui a uns anos, nos encontraremos na rua, nos cumprimentaremos por educação, e todo o sentimento absurdo que um dia sentimos um pelo outro foi embora, já não existe mais, e nos tornamos meros estranhos novamente.
Talvez um dia, quando nos encontrarmos, paremos e pensemos "Esta foi a pessoa que mais amei em toda minha vida!", e logo depois este pensamento pareça apenas distante e engraçado, ou quem sabe, distante e absurdamente triste.
É a sensação de posse, o cuidado extremo e a preocupação imensa. Tudo isso nos mantêm ainda prisioneiros da inconformação. Terminar agora foi difícil, mas depois poderia ser bem pior.
Tu me perguntas como fazer para esquecer, e eu te pergunto exatamente a mesma coisa. Porque apesar de estar encerrando aqui nosso caminho, não quer dizer que tenha esquecido por onde andei, ou tenha uma fórmula pronta para isso. Eu apenas seguirei em frente. Caindo e me reerguendo. E espero que no fim de tudo, consiga tirar alguma lição.
Eu te amo muito e te desejo sinceramente apenas o melhor. Não quero que tu tenhas raiva ou rancor de mim. E por mais triste e difícil que seja, um dia ainda conseguirei torcer para que encontres alguém que te complete e te faça feliz, já que não pude fazê-lo. E espero que tu me desejes o mesmo.
Num fantástico mundo, eu gostaria de pensar que um dia, ambos teremos corrigido todos os piores defeitos que nos impediram de continuar. E neste dia nos encontremos e reconheçamos o quanto fomos inconsequentes de termo-nos deixado ir por estes erros. E então, fiquemos juntos novamente, novamente e para sempre, como sempre quisemos. Mas este dia infelizmente é, e será apenas fantasioso. Alimentado pela esperança que sobreviveu das cinzas do nosso amor.
Adeus! Eu te amo...
sexta-feira, 21 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
Inquietude
Começa assim:
The word is a vampire
(pam pam pam)
Sent to drain-ain-ain
Depois passa pra:
I love you babe, and if is quite alright i need you babe
To warm my lonely nights
I need you babe, trust me when i saaaaaay...
Orkut. Meus documentos. "Que merda, não tem quase nada meu nesse notebook!" . "Queria fazer alguma coisa diferente."
Fome. Passa fotos, passa arquivos, procura música. Não encontra nenhuma, porque está pensando em várias ao mesmo tempo.
"Queria poder ouvir várias ao mesmo tempo! Seria divertido..."
Pensa no dia que passou com o namorado. Lembra de coisas engraçadas e dá uma risadinha. Assistiu um filme ótimo hoje. "Eu, você, e todos nós". Assitam.
Fome de novo. "Comer ou não comer? Comer de madrugada engorda mais!" .
"Queria um cigarro, mas teria que ir pro outro quarto."
Escolhe ouvir Foundations, Kate Nash.
"When i'm telling a story and you find it boring, you're thinking of something to say"
Começa a dançar com a musiquinha sussurrando a letra. Visita o fotolog abandonado.
Passa pra Sufjan Stevens . "I can see a lot of life in you"
"Queria ter um par de asas. Eu sairia com elas na rua sem problema algum!"
Trilha de Amelie. Air, Playground Love. Brincar com o PS. Exercitar a criatividade. Cansar de descrever cenas, pensamentos e vontades. Parar de escrever.
E são apenas 2:40 am.
.
The word is a vampire
(pam pam pam)
Sent to drain-ain-ain
Depois passa pra:
I love you babe, and if is quite alright i need you babe
To warm my lonely nights
I need you babe, trust me when i saaaaaay...
Orkut. Meus documentos. "Que merda, não tem quase nada meu nesse notebook!" . "Queria fazer alguma coisa diferente."
Fome. Passa fotos, passa arquivos, procura música. Não encontra nenhuma, porque está pensando em várias ao mesmo tempo.
"Queria poder ouvir várias ao mesmo tempo! Seria divertido..."
Pensa no dia que passou com o namorado. Lembra de coisas engraçadas e dá uma risadinha. Assistiu um filme ótimo hoje. "Eu, você, e todos nós". Assitam.
Fome de novo. "Comer ou não comer? Comer de madrugada engorda mais!" .
"Queria um cigarro, mas teria que ir pro outro quarto."
Escolhe ouvir Foundations, Kate Nash.
"When i'm telling a story and you find it boring, you're thinking of something to say"
Começa a dançar com a musiquinha sussurrando a letra. Visita o fotolog abandonado.
Passa pra Sufjan Stevens . "I can see a lot of life in you"
"Queria ter um par de asas. Eu sairia com elas na rua sem problema algum!"
Trilha de Amelie. Air, Playground Love. Brincar com o PS. Exercitar a criatividade. Cansar de descrever cenas, pensamentos e vontades. Parar de escrever.
E são apenas 2:40 am.
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Viagens
Às vezes sinto que preciso de férias. Férias de mim mesma. Se tudo é cansativo nessa vida, então por que ser quem se é também não seria?
Há dias em que acordo cansada, estafada de mim. Que precisaria ir pra bem longe, onde pudesse fugir do meu físico, do meu psíquico, do meu espiritual. E quando chegasse lá, neste ponto de neutralidade, passasse muito tempo não me sendo.
Compraria a passagem a preço de leilão, e não importaria a duração da viagem, nem o desconforto. Poderia ser uma viagem de dias num ônibus sujo e fétido, num avião cheio de turbulências, dores de ouvido ou sagramentos de nariz. Ou até mesmo num navio nauseante, pouco me importariam os meios, contanto que levassem para o destino desejado: o destino fora do meu destino.
Lá poderia fazer calor de suar a barriga, com dias dias ensolarados que queimam a córnea, ou frio de congelar a boca, com nuvens estrato no céu, anunciando que ainda iria esfriar mais. Seriam as férias perfeitas, desde que fossem bem longas. E uma vez que tivesse chegado, aproveitaria cada minuto.
Mesmo que pra isso tivesse que acordar antes das sete da manhã,sem tomar café. Mesmo que tivesse que andar o Louvre inteiro, duas vezes seguidas e carregando peso nas costas. Ou atravessaro Saara sem uma única garrafa d'água. Nada abalaria a felicidade de estar bem longe de mim.
E dia após dia, noite após noite de não me ser seriam um bálsamo para o cansaço. Então, quando o tempo finalmente acabasse, e eu realmente tivesse que voltar a habitar-me, voltaria revigorada. Pronta pra ser quem sou pelo resto da longa vida.
-
Texto que eu fiz de uma viagem mental minha. Não gostei muito, mããs vai assim meixmo. E tô nem aí. Depois eu faço um texto sobre um assunto que me incomodou tremendamente essa semana. +_+
Ouki.
Há dias em que acordo cansada, estafada de mim. Que precisaria ir pra bem longe, onde pudesse fugir do meu físico, do meu psíquico, do meu espiritual. E quando chegasse lá, neste ponto de neutralidade, passasse muito tempo não me sendo.
Compraria a passagem a preço de leilão, e não importaria a duração da viagem, nem o desconforto. Poderia ser uma viagem de dias num ônibus sujo e fétido, num avião cheio de turbulências, dores de ouvido ou sagramentos de nariz. Ou até mesmo num navio nauseante, pouco me importariam os meios, contanto que levassem para o destino desejado: o destino fora do meu destino.
Lá poderia fazer calor de suar a barriga, com dias dias ensolarados que queimam a córnea, ou frio de congelar a boca, com nuvens estrato no céu, anunciando que ainda iria esfriar mais. Seriam as férias perfeitas, desde que fossem bem longas. E uma vez que tivesse chegado, aproveitaria cada minuto.
Mesmo que pra isso tivesse que acordar antes das sete da manhã,sem tomar café. Mesmo que tivesse que andar o Louvre inteiro, duas vezes seguidas e carregando peso nas costas. Ou atravessaro Saara sem uma única garrafa d'água. Nada abalaria a felicidade de estar bem longe de mim.
E dia após dia, noite após noite de não me ser seriam um bálsamo para o cansaço. Então, quando o tempo finalmente acabasse, e eu realmente tivesse que voltar a habitar-me, voltaria revigorada. Pronta pra ser quem sou pelo resto da longa vida.
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Texto que eu fiz de uma viagem mental minha. Não gostei muito, mããs vai assim meixmo. E tô nem aí. Depois eu faço um texto sobre um assunto que me incomodou tremendamente essa semana. +_+
Ouki.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Verona, Segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
First orgasm caindo como uma luva à situação. (First orgasm de Amanda Palmer, não o meu, entendam).
Não consigo ficar mais de um minuto sem tossir. Minha garganta já não aguenta mais. Minha barriga já tá malhada de contrações musculares causadas pela tosse incessante. Cada célula do meu corpo dói. Estou com-ple-ta-men-te im-pa-ci-en-te.
Mamãe inocentemente pede que eu me afaste da tela do laptop, mas isso já é suficiente para fazer com que um ódio imenso surja dentro de mim, e se eu tivesse voz, daria alguma resposta energética e desnecessária pra ela.
Enquanto isso a música repete sem parar. A tosse repete sem parar. E a vida lá fora acontece sem parar, ou sem esperar que eu melhore. Enquanto isso estou perdendo a casa de Julieta. A sacada de Julieta, o túmulo de Julieta, e toda a história dos Capuleto e dos Montéquio. Que se passou nesta cidade.
Levanto a cortina pra ver a vista externa. Muita neblina. Muito frio. Maldito inverno europeu! Maldita doença que tira minhas forças e ânimos. Tomara que eu melhore depois do meio dia. São quase onze da manhã aqui. Em São Luís ainda vai dar sete da manhã. Todos provavelmente dormindo ainda.
Pronto. Agora até a vontade de escrever foi-se embora também.
First Orgasm
Dresden Dolls
It is a thursday
I get up early
It’s a challenge
I’m usually lazy
I make some coffee
I eat some rice chex
And then i sit down
To check my inbox
I only read a word or two
I stare across the street and see the churches and the blue
The first orgasm of the morning
Is hard and raw as hell
There wont be any second coming
As far as i can tell
I arch my back cause
I’m very close now
It’s very cold here
By the window
There are some school kids
Yelling and running
I barely notice
That i am cumming
The first orgasm of the morning
Is like a fire drill
Nice to have a little warning
But not enjoyable
I am too busy to have friends
A lover would just complicate my plans
I will never look for love again
I’m taking matters into my own hands
I think i could last at least a week without someone to hold me
I think i could last at least a week without someone to hold me
Won’t you hold me?
First orgasm caindo como uma luva à situação. (First orgasm de Amanda Palmer, não o meu, entendam).
Não consigo ficar mais de um minuto sem tossir. Minha garganta já não aguenta mais. Minha barriga já tá malhada de contrações musculares causadas pela tosse incessante. Cada célula do meu corpo dói. Estou com-ple-ta-men-te im-pa-ci-en-te.
Mamãe inocentemente pede que eu me afaste da tela do laptop, mas isso já é suficiente para fazer com que um ódio imenso surja dentro de mim, e se eu tivesse voz, daria alguma resposta energética e desnecessária pra ela.
Enquanto isso a música repete sem parar. A tosse repete sem parar. E a vida lá fora acontece sem parar, ou sem esperar que eu melhore. Enquanto isso estou perdendo a casa de Julieta. A sacada de Julieta, o túmulo de Julieta, e toda a história dos Capuleto e dos Montéquio. Que se passou nesta cidade.
Levanto a cortina pra ver a vista externa. Muita neblina. Muito frio. Maldito inverno europeu! Maldita doença que tira minhas forças e ânimos. Tomara que eu melhore depois do meio dia. São quase onze da manhã aqui. Em São Luís ainda vai dar sete da manhã. Todos provavelmente dormindo ainda.
Pronto. Agora até a vontade de escrever foi-se embora também.
First Orgasm
Dresden Dolls
It is a thursday
I get up early
It’s a challenge
I’m usually lazy
I make some coffee
I eat some rice chex
And then i sit down
To check my inbox
I only read a word or two
I stare across the street and see the churches and the blue
The first orgasm of the morning
Is hard and raw as hell
There wont be any second coming
As far as i can tell
I arch my back cause
I’m very close now
It’s very cold here
By the window
There are some school kids
Yelling and running
I barely notice
That i am cumming
The first orgasm of the morning
Is like a fire drill
Nice to have a little warning
But not enjoyable
I am too busy to have friends
A lover would just complicate my plans
I will never look for love again
I’m taking matters into my own hands
I think i could last at least a week without someone to hold me
I think i could last at least a week without someone to hold me
Won’t you hold me?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Estava ansiosa pra saber o que as pessoas poderiam ter achado da minha nova forma de escrever, então não consegui me conter e sai por aí à busca de opiniões. Exigi que fossem sinceras, e consegui aqui e acolá um "Ótimo, não sabia que tu escrevias tão bem". Não me agradei. Gosto de críticas sólidas e baseadas em algo. Críticas construtivas, positivas ou negativas. Então fui mais a fundo e consegui colher outras, um pouco diferente das primeiras. Nessas eu escutei com todas as letras que devia ter ficado seguindo a linha anterior, que era bem melhor assim. Também sem fundamento. Sem erros apontados. De repente, me dei conta de algo. De algo que aprendi com minha alma gêmea de outros tempos, Rainer Maria Rilke (quanta pretensão, hein?). Lembrei-me de algo que ele diz em Cartas a um jovem poeta :
"Pergunta se os seus versos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outras poesias e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator. Pois bem — usando da licença que me deu de aconselhá-lo — peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, — ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma (...)"
"E se, deste ato de se voltar para dentro de si, desse aprofundamento em seu próprio mundo, resultarem versos, o senhor não pensará em perguntar a alguém se são bons versos."
E foi justamente isso que eu achei. Não importa o quanto os outros não gostem, eu sempre irei gostar, porque foi resultado de uma reflexão interna, de um aprofundamento em meu mundo. Tão sutis, tão espontâneos, deslizando em leve e rápida conexão dos neurônios aos pulsos. Pensamentos brutos, não lapidados. E por isso eles me agradaram mais. Escrevi ainda por esses dias dois textos novos, que aqui vão:
Dias cinza
Chove por dentro
Alagandando-me a alma
Gotas d'água transbordam pelos olhos em cascatas
Marejando-me a face
Uma tempestade ocorre dentro de mim
Trovões de meu medo ecoam ao longe
Nuvens carregadas de ódio chocam-se
Provocando relâmpagos de sentimentos
Outrora tão fracos e apagados
Dias cinza estão por vir
11/01/08
Sentindo ainda teu beijo em minha boca
E teu cheiro em minhas mãos
Minha mente andava ocupada
Com a imagem de teu sorriso
E quando regressava para casa,
Depois de encontrar-te
E o peito apertava
Por que tive que deixar-te
Pedi, obrigada pela saudade,
À gélida brisa da madrugada,
Que um recado te entregasse
Disse a ela que desse por mim
Um doce beijo em tua face
13/01/08
"Pergunta se os seus versos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outras poesias e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator. Pois bem — usando da licença que me deu de aconselhá-lo — peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, — ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma (...)"
"E se, deste ato de se voltar para dentro de si, desse aprofundamento em seu próprio mundo, resultarem versos, o senhor não pensará em perguntar a alguém se são bons versos."
E foi justamente isso que eu achei. Não importa o quanto os outros não gostem, eu sempre irei gostar, porque foi resultado de uma reflexão interna, de um aprofundamento em meu mundo. Tão sutis, tão espontâneos, deslizando em leve e rápida conexão dos neurônios aos pulsos. Pensamentos brutos, não lapidados. E por isso eles me agradaram mais. Escrevi ainda por esses dias dois textos novos, que aqui vão:
Dias cinza
Chove por dentro
Alagandando-me a alma
Gotas d'água transbordam pelos olhos em cascatas
Marejando-me a face
Uma tempestade ocorre dentro de mim
Trovões de meu medo ecoam ao longe
Nuvens carregadas de ódio chocam-se
Provocando relâmpagos de sentimentos
Outrora tão fracos e apagados
Dias cinza estão por vir
11/01/08
Sentindo ainda teu beijo em minha boca
E teu cheiro em minhas mãos
Minha mente andava ocupada
Com a imagem de teu sorriso
E quando regressava para casa,
Depois de encontrar-te
E o peito apertava
Por que tive que deixar-te
Pedi, obrigada pela saudade,
À gélida brisa da madrugada,
Que um recado te entregasse
Disse a ela que desse por mim
Um doce beijo em tua face
13/01/08
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Tava sufocando, sem poder escrever. Meu blog antigo, como todos já sabem, pifou de vez, e não me permite mais postar lá. O que é uma pena, como todos também já sabem, porque eu adorava aquilo lá, que já tava minha cara. Agora cá estou eu neste recém-nascido. Como uma casa para qual você acaba de se mudar. Não tem quase nada que lhe pertence lá, e você não consegue evitar a sensação de impessoalidade. É como se fosse tudo, menos sua casa. Apenas um lugar pra ficar. E é assim que eu tô me sentindo nesse blog estranho, com templates que não têm nada a ver comigo, e um sistema ainda desconhecido.
Eu também passei por um dos piores hiatos criativos que já tive, que parecia não querer terminar. Mas ontem, quando em plena madrugada não conseguia dormir e fui acometida por palavras torrenciais, pulei da cama, peguei meu caderno (sim, às vezes prefiro caderno à notebook, tá que o notebook me faz sentir uma Carrie Bradshaw escrevendo, mas o caderno e a caneta são mais oldschool) e deixei fluir...
E fluiu, saiu tudo naturalmente, deslizante, nada forçado. Hoje, no meio de um beijo com meu namorado (espero que ele não veja isto) surgiu outro texto na mente. Just out of the blue! E foi assim que eu tratei de dar boa noite e correr pra externar tudo aquilo no papel. (Mentira, eu terminei de beijá-lo, e não apressei nada) Mas é tão bom voltar a escrever, ter algo interessante pra falar...!
Logo, vou postar o texto que fiz ontem, e o de hoje aqui. Eles tão numa linha totalmente diferente de tudo que eu costumava escrever, mais fortes, mais diretos. Talvez seja a tal da maturidade literária chegando (tá bom, sua escritorazinha de gaveta!). Hahaha, mas que é alguma coisa, é. E isso me dá um ânimo enorme, que acaba se refletindo em outras coisas. Ou quem sabe o ânimo enorme é que espelha as outras coisas? Whatever, deixarei de encher linguiça, aqui vão os textos:
Nós, humanos, tão pequenos e vulneráveis
Perdidos no meio de nossas invenções
Tentando achar algum sentido
Banalizando cada ato
Ignorando as perguntas
Seguindo o fluxo
Parados e protegidos dentro de nossas casas,
Dentro de nós mesmos
Efêmeros, tolos, vazios
Egocentrados
Apressados,
Desolados
E no fim, como no começo,
E quem sabe sempre,
Sozinhos.
09/01/08
Corpos descartáveis
Corpo é corpo, em qualquer lugar que você vá
Boca é boca, e beijo é beijo
Qualquer boca é beijável
Corpos servem para ser usados
Usados e abandonados
Corpos são descartáveis
É a alma que se atinge,
Surtindo efeito ou não.
É com a alma que se trabalha.
Corpo é tato
Boca é beijo
Lábios, língua, desejo, vontade
Movimentos
E desejo é desejo,
Não importa onde se vá.
Rostos são fatos
Pessoas não se vêem de fora
E sim por dentro.
Cheiros e gostos,
Beijos e rostos
Todos diferentes
E, logo tão parecidos
Pessoas são pessoas, onde quer que se vá
E nada muda, tudo se repete
O ciclo sempre se recicla,
Sem cessar.
10/01/08
Eu também passei por um dos piores hiatos criativos que já tive, que parecia não querer terminar. Mas ontem, quando em plena madrugada não conseguia dormir e fui acometida por palavras torrenciais, pulei da cama, peguei meu caderno (sim, às vezes prefiro caderno à notebook, tá que o notebook me faz sentir uma Carrie Bradshaw escrevendo, mas o caderno e a caneta são mais oldschool) e deixei fluir...
E fluiu, saiu tudo naturalmente, deslizante, nada forçado. Hoje, no meio de um beijo com meu namorado (espero que ele não veja isto) surgiu outro texto na mente. Just out of the blue! E foi assim que eu tratei de dar boa noite e correr pra externar tudo aquilo no papel. (Mentira, eu terminei de beijá-lo, e não apressei nada) Mas é tão bom voltar a escrever, ter algo interessante pra falar...!
Logo, vou postar o texto que fiz ontem, e o de hoje aqui. Eles tão numa linha totalmente diferente de tudo que eu costumava escrever, mais fortes, mais diretos. Talvez seja a tal da maturidade literária chegando (tá bom, sua escritorazinha de gaveta!). Hahaha, mas que é alguma coisa, é. E isso me dá um ânimo enorme, que acaba se refletindo em outras coisas. Ou quem sabe o ânimo enorme é que espelha as outras coisas? Whatever, deixarei de encher linguiça, aqui vão os textos:
Nós, humanos, tão pequenos e vulneráveis
Perdidos no meio de nossas invenções
Tentando achar algum sentido
Banalizando cada ato
Ignorando as perguntas
Seguindo o fluxo
Parados e protegidos dentro de nossas casas,
Dentro de nós mesmos
Efêmeros, tolos, vazios
Egocentrados
Apressados,
Desolados
E no fim, como no começo,
E quem sabe sempre,
Sozinhos.
09/01/08
Corpos descartáveis
Corpo é corpo, em qualquer lugar que você vá
Boca é boca, e beijo é beijo
Qualquer boca é beijável
Corpos servem para ser usados
Usados e abandonados
Corpos são descartáveis
É a alma que se atinge,
Surtindo efeito ou não.
É com a alma que se trabalha.
Corpo é tato
Boca é beijo
Lábios, língua, desejo, vontade
Movimentos
E desejo é desejo,
Não importa onde se vá.
Rostos são fatos
Pessoas não se vêem de fora
E sim por dentro.
Cheiros e gostos,
Beijos e rostos
Todos diferentes
E, logo tão parecidos
Pessoas são pessoas, onde quer que se vá
E nada muda, tudo se repete
O ciclo sempre se recicla,
Sem cessar.
10/01/08
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