Eles estão chegando.
É o que diz um vídeo semeado no youtube que mostra que uma mulher chamada BLOSSOM GOODCHILD vem estabelecendo contato com uma federação alienígena chamada Federação da Luz. Sobre o vídeo eu diria duas coisas: repetitivo e engraçado.
A mensagem diz que dia quatorze deste mês a nave da federação da luz ficará visível em nosso céu, em alguns 'daquilo que nós chamamos países'.
Mas não devemos nos preocupar, eles vêm aqui em amor. Já assistiram 'Marte ataca!'? Pois eu imagino que seria bem assim. Eles falam tanto em 'não se assustem, nós viremos em amor', 'não tentem qualquer coisa pois estamos indo pelo amor', que se
acreditássemos e os recebêssemos desprotegidos cantando Johnn Lennon e all you need is love eles poderiam supreender e nos atacar with their tanks and their bombs and their guns and their bombs. Mas é claro que isso tudo pode ser só mais uma estratégia do governo americano pra nos amendrontar e controlar, eu não duvidaria nada do Bush que não gosta de brócolis mandar fazer uma navezinha pra voar nos céus e lançar uma nova maneira de manipulação popular, ora, pra quem supostamente é responsável pelo 11/9 isso é fichinha.
O que eu realmente acredito é que a boa criança que florece é uma doida que quer um pouquinho de atenção e veio com essa, se é que existe mesmo uma pesquisadora australiana chamda Blossom Goodchild. Enfim, dia 14 tá bim í pra gente ver qualquié. Eu vou tá viajando nesse dia, espero que eles não derrubem meu avião... se bem que se o avião caísse a TAM teria uma boa desculpa dessa vez.
Mudando de assunto, enquanto eu almoço e observo as fotinhos dos meus amiguinhos de orkut online eu penso 'quantos deles será que tão almoçando agora?'. Porque pensar em quantos deles podem tá tendo um orgasmo enquanto logados no orkut seria foda, e eu duvido que Amélie pensaria isso. Por falar em orkut, agora tem um aplicativo que você pode ajudar a Amazônia denunciando as queimadas e desmatamentos que tão acontecendo no Brasil, e ainda disputar entre seus amiguinhos pra ver quem denuncia mais. Eu tenho quase certeza que não funciona pn, mas é bonitinho clicar no denunciar em cima da fogueirinha e pensar que ta ajudando em alguma melhora.
Alora, ba bene, chega de digitar besteira só porque eu não tenho nada melhor pra fazer. Posto aqui o link comédia pra encerrar o post e fica tudo bem, tudo ótimo.
http://www.youtube.com/watch?v=khZQHyVD88s&feature=related
terça-feira, 7 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Do amor e outros demônios
Ela lhe perguntou num daqueles dias se era verdade, como diziam as canções, que o amor tudo podia.
- É verdade - respondeu ele -, mas será melhor não acreditares.
Do amor e outros demônios, Gabriel García Márquez
- É verdade - respondeu ele -, mas será melhor não acreditares.
Do amor e outros demônios, Gabriel García Márquez
sábado, 27 de setembro de 2008
The world is a vampire, sent to drain...
Desumano, eu me pergunto o que essa palavra quer dizer. Afinal, quem realiza os atos desumanos?
Outra quote do Mundo de Leland pra acompanhar:
"I'm only human, man."
"It's funny how people only say that after they do something bad. I mean, you never hear someone say, "I'm only human" after they rescue a kid from a burning building."
Sem querer cair no clichê, mas me parece inevitável: quão racionais nós realmente somos?
Capitalismo é uma merda, socialismo é utopia, dinheiro corrompe, pobreza corrompe. Falar não leva a nada, ação fala mais alto, mas as pessoas ficam tão paralisadas de medo que não conseguem agir.
Você quer saber como as coisas acontecem, mas quando finalmente sabe prefere nunca ter descoberto. Ignorância é uma benção! Eu acho que preferia ficar na caverna, a caverna é segura e dá até pra brincar com as sombras...
Então você finalmente entende como funciona a chamada máquina do mundo e tenta ir contra o sistema com toda sua raiva e revolta, mas isso só lhe faz perceber que é muito mais complexo do que se imaginava, e você assina seu próprio atestado de impotência. Despite all your rage you are still just a rat in the cage.
Quem precisa de vida quando tem heroína? Quer dizer, que se foda a vida e sua falta de sentindo, você fode seu corpo e esquece que o mundo tá fodido.
É cansativo demais ir contra a corrente, por isso a maioria simplesmente aceita conformada. É claro que também existe aqueles que tentam fazer alguma diferença no mundo, não podemos esquecê-los. Aqueles que pregam o comunismo com blusas che guevara, all stars e chaves do carro penduradas no bolso. Aqueles vegans que não deixam de ir ao McDonald's comprar uma coca cola, e aqueles pseudo-revoltados que escrevem textos como esse pra externar a raivinha e continuam sem fazer porra nenhuma pra mudar.
Quer dizer, o que somos? Somos todos hipócritas? Somos todos humanos? O que é ser desumano?
Outra quote do Mundo de Leland pra acompanhar:
"I'm only human, man."
"It's funny how people only say that after they do something bad. I mean, you never hear someone say, "I'm only human" after they rescue a kid from a burning building."
Sem querer cair no clichê, mas me parece inevitável: quão racionais nós realmente somos?
Capitalismo é uma merda, socialismo é utopia, dinheiro corrompe, pobreza corrompe. Falar não leva a nada, ação fala mais alto, mas as pessoas ficam tão paralisadas de medo que não conseguem agir.
Você quer saber como as coisas acontecem, mas quando finalmente sabe prefere nunca ter descoberto. Ignorância é uma benção! Eu acho que preferia ficar na caverna, a caverna é segura e dá até pra brincar com as sombras...
Então você finalmente entende como funciona a chamada máquina do mundo e tenta ir contra o sistema com toda sua raiva e revolta, mas isso só lhe faz perceber que é muito mais complexo do que se imaginava, e você assina seu próprio atestado de impotência. Despite all your rage you are still just a rat in the cage.
Quem precisa de vida quando tem heroína? Quer dizer, que se foda a vida e sua falta de sentindo, você fode seu corpo e esquece que o mundo tá fodido.
É cansativo demais ir contra a corrente, por isso a maioria simplesmente aceita conformada. É claro que também existe aqueles que tentam fazer alguma diferença no mundo, não podemos esquecê-los. Aqueles que pregam o comunismo com blusas che guevara, all stars e chaves do carro penduradas no bolso. Aqueles vegans que não deixam de ir ao McDonald's comprar uma coca cola, e aqueles pseudo-revoltados que escrevem textos como esse pra externar a raivinha e continuam sem fazer porra nenhuma pra mudar.
Quer dizer, o que somos? Somos todos hipócritas? Somos todos humanos? O que é ser desumano?
sábado, 20 de setembro de 2008
Manhã de setembro
O céu é cinza,
plácido como as águas paradas de um rio
O vento frio chacoalha as folhas das árvores
Um pássaro negro voa solitário no vazio
Rasgando as nuvens carregadas
de chuva de lágrimas contidas
O céu da boca cheio de cinzas
Arde e solta fumaça
e os negros olhos se fecham
Pra vida que lá fora passa
.
Ficar sem dormir dá nisso.
plácido como as águas paradas de um rio
O vento frio chacoalha as folhas das árvores
Um pássaro negro voa solitário no vazio
Rasgando as nuvens carregadas
de chuva de lágrimas contidas
O céu da boca cheio de cinzas
Arde e solta fumaça
e os negros olhos se fecham
Pra vida que lá fora passa
.
Ficar sem dormir dá nisso.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Abençoados os que esquecem
"Sometimes the most important stuff goes away, it goes away so bad, it’s like it was never there to begin with. It’s funny the stuff that sticks in your head."
Hoje eu tava arrumando as tralhas do meu quarto e encontrei alguns diários, coisas escritas de muito tempo atrás. Eu não lembrava de ter escrito quase nada daquilo, incrível. Pior ainda: eu não lembrava de ter passado por aquelas coisas... chega a ser assustadora a capacidade de selecionar os fatos que a nossa memória tem.
Coisas importantíssimas que desaparecem como se nunca tivessem acontecido, coisas banais que ficam no lugar, coisas banais que mudam, por motivos conhecidos ou não, a memória tá sempre sendo construída e desconstruída e isso muda tudo. Mudar a memória é mudar a vida.
Fróid diz que as lembranças mais importantes sempre somem e as banais ocupam o lugar, linkando os fatos daquilo que não se consegue resgatar. Como no dia em que a irmã dele nasceu e tudo que ele recordava era ter feito uma viagem de trem. Ou quando você conhece alguém e esquece de praticamente toda a interação que teve com essa pessoa, mas consegue perfeitamente lembrar da calça quadriculada que aquela sua melhor amiga da quinta série tava usando na sala de música, ou da camisa branca que talvez não fosse branca que seu namorando usou na primeira vez que vocês se viram.
Eu lembro de uma discussão em uma aula de história no terceiro ano em que o professor disse que o passado era mutável e todos da sala, incrédulos e putos, riram e discordaram (um aluno inclusive se excedeu mais que os outros, gritou com o professor e dormiu o resto da aula, babando o livro de história geral em protesto). Minha posição a respeito disso tudo eu não recordo, mas a cara amassada do menino que dormiu eu consigo lembrar.
Como diria Woody Allen: a história é feita de vencedores, se os nazistas tivessem ganhado a segunda guerra talvez os judeus é que fossem considerados os monstros. A história muda, as lembranças mudam, o passado muda. E nada é tão presente quanto o passado.
O que importa é que nós escolhemos como vamos lembrar ou esquecer do que acontece.
Eu odiei ler o que tinha escrito, odiei minha letra e odiei saber que aos dez anos dava tchau pro diário toda vez antes de parar de escrever, então eu juntei tudo e queimei ('espríto piromaníaco' delicioso). Agora é só esperar que as lembranças sejam levadas junto com as cinzas pelo vento, pra eu poder mudar tudo na minha cabecinha e fingir que certas coisas nunca aconteceram. Ain't oblivion grand? Damn!
Hoje eu tava arrumando as tralhas do meu quarto e encontrei alguns diários, coisas escritas de muito tempo atrás. Eu não lembrava de ter escrito quase nada daquilo, incrível. Pior ainda: eu não lembrava de ter passado por aquelas coisas... chega a ser assustadora a capacidade de selecionar os fatos que a nossa memória tem.
Coisas importantíssimas que desaparecem como se nunca tivessem acontecido, coisas banais que ficam no lugar, coisas banais que mudam, por motivos conhecidos ou não, a memória tá sempre sendo construída e desconstruída e isso muda tudo. Mudar a memória é mudar a vida.
Fróid diz que as lembranças mais importantes sempre somem e as banais ocupam o lugar, linkando os fatos daquilo que não se consegue resgatar. Como no dia em que a irmã dele nasceu e tudo que ele recordava era ter feito uma viagem de trem. Ou quando você conhece alguém e esquece de praticamente toda a interação que teve com essa pessoa, mas consegue perfeitamente lembrar da calça quadriculada que aquela sua melhor amiga da quinta série tava usando na sala de música, ou da camisa branca que talvez não fosse branca que seu namorando usou na primeira vez que vocês se viram.
Eu lembro de uma discussão em uma aula de história no terceiro ano em que o professor disse que o passado era mutável e todos da sala, incrédulos e putos, riram e discordaram (um aluno inclusive se excedeu mais que os outros, gritou com o professor e dormiu o resto da aula, babando o livro de história geral em protesto). Minha posição a respeito disso tudo eu não recordo, mas a cara amassada do menino que dormiu eu consigo lembrar.
Como diria Woody Allen: a história é feita de vencedores, se os nazistas tivessem ganhado a segunda guerra talvez os judeus é que fossem considerados os monstros. A história muda, as lembranças mudam, o passado muda. E nada é tão presente quanto o passado.
O que importa é que nós escolhemos como vamos lembrar ou esquecer do que acontece.
Eu odiei ler o que tinha escrito, odiei minha letra e odiei saber que aos dez anos dava tchau pro diário toda vez antes de parar de escrever, então eu juntei tudo e queimei ('espríto piromaníaco' delicioso). Agora é só esperar que as lembranças sejam levadas junto com as cinzas pelo vento, pra eu poder mudar tudo na minha cabecinha e fingir que certas coisas nunca aconteceram. Ain't oblivion grand? Damn!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Esse poema bateu tanto e tão certo que me deixou sem ar.
Um sábio ancião me disse que o autor, sem saber, o escreveu pra um certo casal... e eu acredito.
Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui
Paulo Leminski
Um sábio ancião me disse que o autor, sem saber, o escreveu pra um certo casal... e eu acredito.
Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui
Paulo Leminski
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Saudade
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