De que são feitos os valores?
De que é feita a vida?
Essa falta de significado, essa busca de significados.
Vida e morte são a mesma coisa.
Tão inúteis e insignificantes, ambas. Ou talvez úteis e significativas.
Essa sucessão incessante de sofrimento e felicidade. A dualidade do ser ou não ser.
Sendo e não sendo, sendo e deixando de ser. Sendo pra deixar de ser.
No fim tudo acaba no mesmo, ou no começo tudo acaba no fim.
A vida dói e nunca vai parar de doer. Assim como a morte definitivamente deve doer.
A questão é: enquanto vivos nós nunca nos podemos deixar morrer. E a característica
principal da vida é sentir. Sentir todas as dores, sentir todos os cheiros, todos os
sabores, todas as sensações que se pode sentir. Sangrar até não ter mais sangue
nenhum. Desconstruir todas as verdades e todos os valores para construir novos.
Derrubar antigos conceitos pra formar novos encima do muro da essência, que nunca cai
por completo. A morte anda sempre com o símbolo da vida pendurado no pescoço, e a vida...
A vida?
11/08/08