-Que horas a gente se encontra, então?
-Às dez, naquele lugar que é ponto de encontro pra todo mundo. Não, às dez e quinze, porque eu sempre me atraso, e não quero te deixar esperando.
.
-Quando você chegou, eu sabia que era você.
-Não repara no modo como eu tô andando, é que meu pé tá machucado e eu tô mancando um pouco.
-Se não me dissesse isso eu ia jurar que era assim que você andava. Que sua mãe anda assim, sua vó andava assim e todos da sua família.
.
-O que você mais gosta quando faz isso? Eu gosto de rir...
-Eu gosto de sentir. - disse ele passando levemente o indicador no braço dela. Ela também gostava de sentir, e naquela noite ele a faria sentir muitas coisas que ela desconhecia até então.
.
Eles conversavam, riam, e a noite passava por eles. As luzes dos postes ficavam embaçadas, o vento da praia era frio. Estavam se conhecendo, e pareciam uma supresa.
.
-Me dá um abraço?
-Eu prometi me comportar hoje. - mas ela não era muito boa em manter promessas.
.
Era um risco que valia a pena correr. They kissed, time slipped. Hard edged, tight lipped. E eles se veriam de novo. Ela lutaria
contra o destino; ele, contra o tempo.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
God only knows what I'd be without you
Todos a consideravam triste e mórbida, mas ela só era intensa. Pensar sobre a morte,
podia ser uma pequena obsessão, quem sabe? Mas pensar sobre a morte, existe algo mais
tocante e comovente? Pensar sobre a morte a fazia sentir viva. Fazia com que ela pensasse sobre a vida.
Essa tarde ela sentia uma emoção estranha, nostálgica e melancólica. Era como se um nó estivesse prendendo sua garganta. Era como se seu coração estivesse em suas mãos, e ela estivesse pronta para entregá-lo a quem quisesse aceitar.
Um coração acelerado e pulsante, que doía a cada batida. E as lágrimas que ela derramou alguns minutos mais cedo, duas lágrimas caindo por sua face. Devagar, frias.
Sua mão também era fria, seus pés eram frios, mas o resto do corpo estava quente.
E o nó continuava lá, meio prendendo, meio sufocando. E ela queria colocá-lo pra fora, queria vomitar o nó, vomitar o coração e tudo mais que estivesse dentro. Ela não dava muita atenção ao que acontecia ao redor, estava muito concentrada em si e nos seus olhos que ardiam.
God only knows what I'de be without you.
.
Depois de ver minha vida sem mim.
podia ser uma pequena obsessão, quem sabe? Mas pensar sobre a morte, existe algo mais
tocante e comovente? Pensar sobre a morte a fazia sentir viva. Fazia com que ela pensasse sobre a vida.
Essa tarde ela sentia uma emoção estranha, nostálgica e melancólica. Era como se um nó estivesse prendendo sua garganta. Era como se seu coração estivesse em suas mãos, e ela estivesse pronta para entregá-lo a quem quisesse aceitar.
Um coração acelerado e pulsante, que doía a cada batida. E as lágrimas que ela derramou alguns minutos mais cedo, duas lágrimas caindo por sua face. Devagar, frias.
Sua mão também era fria, seus pés eram frios, mas o resto do corpo estava quente.
E o nó continuava lá, meio prendendo, meio sufocando. E ela queria colocá-lo pra fora, queria vomitar o nó, vomitar o coração e tudo mais que estivesse dentro. Ela não dava muita atenção ao que acontecia ao redor, estava muito concentrada em si e nos seus olhos que ardiam.
God only knows what I'de be without you.
.
Depois de ver minha vida sem mim.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
A decomposição de construir
De que são feitos os valores?
De que é feita a vida?
Essa falta de significado, essa busca de significados.
Vida e morte são a mesma coisa.
Tão inúteis e insignificantes, ambas. Ou talvez úteis e significativas.
Essa sucessão incessante de sofrimento e felicidade. A dualidade do ser ou não ser.
Sendo e não sendo, sendo e deixando de ser. Sendo pra deixar de ser.
No fim tudo acaba no mesmo, ou no começo tudo acaba no fim.
A vida dói e nunca vai parar de doer. Assim como a morte definitivamente deve doer.
A questão é: enquanto vivos nós nunca nos podemos deixar morrer. E a característica
principal da vida é sentir. Sentir todas as dores, sentir todos os cheiros, todos os
sabores, todas as sensações que se pode sentir. Sangrar até não ter mais sangue
nenhum. Desconstruir todas as verdades e todos os valores para construir novos.
Derrubar antigos conceitos pra formar novos encima do muro da essência, que nunca cai
por completo. A morte anda sempre com o símbolo da vida pendurado no pescoço, e a vida...
A vida?
11/08/08
De que é feita a vida?
Essa falta de significado, essa busca de significados.
Vida e morte são a mesma coisa.
Tão inúteis e insignificantes, ambas. Ou talvez úteis e significativas.
Essa sucessão incessante de sofrimento e felicidade. A dualidade do ser ou não ser.
Sendo e não sendo, sendo e deixando de ser. Sendo pra deixar de ser.
No fim tudo acaba no mesmo, ou no começo tudo acaba no fim.
A vida dói e nunca vai parar de doer. Assim como a morte definitivamente deve doer.
A questão é: enquanto vivos nós nunca nos podemos deixar morrer. E a característica
principal da vida é sentir. Sentir todas as dores, sentir todos os cheiros, todos os
sabores, todas as sensações que se pode sentir. Sangrar até não ter mais sangue
nenhum. Desconstruir todas as verdades e todos os valores para construir novos.
Derrubar antigos conceitos pra formar novos encima do muro da essência, que nunca cai
por completo. A morte anda sempre com o símbolo da vida pendurado no pescoço, e a vida...
A vida?
11/08/08
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Quanto mais se fala, age e pensa, mais chance há de contradição. Tudo é tão relativo,
e tudo pode ser interessante, desde que haja concentração e análise.
Estar, que verbo interessante. Até porque não somos, estamos. Tudo finda. E todo final
é um novo começo, mesmo que seja apenas o começo de um fim.
Sacaram o drama? Hahaha. Não, não usei drogas (agora. Rá! que piada infame.), só tô viajando filosoficamente enquanto arrumo os cds. Eles tavam muito cheios de poeira. Ai internet trazendo nossas mp3 e os cds originais ficando abandonados. E desde quando uma miniatura da torre Eiffel serve de porta cd? Tsc tsc pra mim.
e tudo pode ser interessante, desde que haja concentração e análise.
Estar, que verbo interessante. Até porque não somos, estamos. Tudo finda. E todo final
é um novo começo, mesmo que seja apenas o começo de um fim.
Sacaram o drama? Hahaha. Não, não usei drogas (agora. Rá! que piada infame.), só tô viajando filosoficamente enquanto arrumo os cds. Eles tavam muito cheios de poeira. Ai internet trazendo nossas mp3 e os cds originais ficando abandonados. E desde quando uma miniatura da torre Eiffel serve de porta cd? Tsc tsc pra mim.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
O quarto
Cinzas de tudo que é passado, alguns fios de cabelo
Muita culpa e tristeza, quase palpáveis
Enquanto isso a chama queima, soltando fumaça
Em meio a gritos e sussurros, sombras e luz
Uns quadros, nenhum pendurado na parede
Lugar para descansar o corpo e uma mente cansada, talvez vazia, ou transbordante
Sem compromissos para agora, apenas fuga
Quebras de promessa e de expectativa
E sempre a reprovação, daquilo que se é e deveria ser
Enquanto ecoam músicas sacras e pecaminosas
E nenhuma lição é aprendida, apenas teias de aranha por acomodação
Muita culpa e tristeza, quase palpáveis
Enquanto isso a chama queima, soltando fumaça
Em meio a gritos e sussurros, sombras e luz
Uns quadros, nenhum pendurado na parede
Lugar para descansar o corpo e uma mente cansada, talvez vazia, ou transbordante
Sem compromissos para agora, apenas fuga
Quebras de promessa e de expectativa
E sempre a reprovação, daquilo que se é e deveria ser
Enquanto ecoam músicas sacras e pecaminosas
E nenhuma lição é aprendida, apenas teias de aranha por acomodação
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Le chat noir
O amor acaba. Eu vi isso em você, eu vejo em mim e neles. Acaba e evapora, como se nunca tivesse existido em primeiro lugar. Mas isso não quer dizer que não tenha. O sentimento apenas muda. Alguns mudam pra pena, ou pra ódio. Você sente isso.
Num simples olhar, você sente. "Ele não se despediu de mim do mesmo jeito", ela me disse. "Hoje eu senti que ele não me amava mais".
Eu reconheci a situação e não pude confortá-la. Eu não podia mais confortá-la. Ela tentou ontem à noite, e não pude receber esta notícia de outra forma, senão cheia de lágrimas. Agora ela me confortava, por ter feito algo que pedia que eu a
confortasse.
Nesse exato momento eu percebi que não era a boa influência que pensava ser para ela, eu era uma péssima influência, e agora era tarde demais. Ela já estava infectada pela minha tristeza.
Eu já estava apática, vendo-a desmoronar na minha frente. Vendo sua falta de emoção e perspectiva. Vendo e ouvindo nossas risadas agora tão trágicas, tão vazias. Ela não deveria estar assim! Ela não deveria ter ficado assim, tão parecida comigo. Eu me reconheci quando a ouvia, e chorei por mim e por ela.
Pensei em todas as coisas cruéis que ouvi saindo de sua boca, e elas me doeram, mas eu estava tão entorpecida que não consegui sentir dor. Não consegui pensar nela, pois agora pensava em mim, e me odiava por isso, mas ao mesmo tempo não conseguia me culpar por estar assim. Será que nós havíamos trocado de papéis?
Os erros dela só aumentavam. "É tudo culpa sua!", eu pensava em acusá-lo. "Tudo culpa de vocês, loucos!". "É tudo culpa minha!". Quis sair dali, e levá-la comigo. Não aguentava mais aquele lugar, ou nenhum outro. Mas nós estaremos sempre presas
à estes luagres. À este redemoinho que só nos sucumbe. Presas a eles, a todos eles. Talvez tivesse sido melhor...
Num simples olhar, você sente. "Ele não se despediu de mim do mesmo jeito", ela me disse. "Hoje eu senti que ele não me amava mais".
Eu reconheci a situação e não pude confortá-la. Eu não podia mais confortá-la. Ela tentou ontem à noite, e não pude receber esta notícia de outra forma, senão cheia de lágrimas. Agora ela me confortava, por ter feito algo que pedia que eu a
confortasse.
Nesse exato momento eu percebi que não era a boa influência que pensava ser para ela, eu era uma péssima influência, e agora era tarde demais. Ela já estava infectada pela minha tristeza.
Eu já estava apática, vendo-a desmoronar na minha frente. Vendo sua falta de emoção e perspectiva. Vendo e ouvindo nossas risadas agora tão trágicas, tão vazias. Ela não deveria estar assim! Ela não deveria ter ficado assim, tão parecida comigo. Eu me reconheci quando a ouvia, e chorei por mim e por ela.
Pensei em todas as coisas cruéis que ouvi saindo de sua boca, e elas me doeram, mas eu estava tão entorpecida que não consegui sentir dor. Não consegui pensar nela, pois agora pensava em mim, e me odiava por isso, mas ao mesmo tempo não conseguia me culpar por estar assim. Será que nós havíamos trocado de papéis?
Os erros dela só aumentavam. "É tudo culpa sua!", eu pensava em acusá-lo. "Tudo culpa de vocês, loucos!". "É tudo culpa minha!". Quis sair dali, e levá-la comigo. Não aguentava mais aquele lugar, ou nenhum outro. Mas nós estaremos sempre presas
à estes luagres. À este redemoinho que só nos sucumbe. Presas a eles, a todos eles. Talvez tivesse sido melhor...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Estrela cadente
Eles eram inseparáveis, faziam tudo juntos. Compartilhavam de momentos e problemas a risadas e cigarros. Se conheciam perfeitamente. Eram o trio de amigos mais unido de que já se tivera notícia.
Jorge era o mais introspectivo. Estava sempre perdido dentro de seu próprio mundinho, que às vezes era maior e mais complexo que o mundo exterior que o cercava. Felipe era o mais equilibrado, sempre sabia fazer a coisa certa na hora certa, e conseguia cativar as pessoas facilmente. Ivo era o mais extrovertido, comunicativo e alegre. Tentava sempre divertir todos a seu redor, e na maioria das vezes conseguia.
Jorge era romântico, acreditava em amor verdadeiro e ansiava por achar o seu. Em toda sua vida tivera apenas um relacionamento sério, com uma garota que amou bastante, mas tudo acabou em uma enorme decepção. Desde então ele começara a manter amores platônicos por qualquer uma que lhe desse um mínimo de atenção. Para ele amor era tudo, e era assim que deveria ser. Para ele o amor verdadeiro salvava, e ele estaria sempre a espera desta salvação.
Felipe era mais racional. Não se deixava envolver. Nunca amara de verdade em sua vida, era um cara de relacionamentos rápidos e noites sem compromisso. Era cauteloso e nunca agia sem pensar. Apesar disso, Felipe mantinha uma forte paixão: seu ego. Garotas não eram tão importantes.
Ivo era confuso em relação ao amor. Por muito tempo mantivera um relacionamento interminável, que oscilava sempre entre comodidade e solidão. Ele morria de medo da solidão, não suportava. Por isso vez ou outra perdoava erros imperdoáveis, se apegava a desconhecidos e mendigava esmolas de afeição.
Era noite e os três amigos conversavam tranquilamente sob um céu estrelado. Fumando cigarros, roendo unhas e bocejando. Não precisavam de muita coisa, só de estarem juntos sentiam-se felizes. Felipe cantarolava uma canção sobre estrelas caindo. Jorge pensava longe, mais uma vez estava se perdendo, enquanto Ivo ansiava por falar com sua nova namorada e contava sobre ela.
Jorge sempre fora aficcionado pelo céu, logo, perdia-se simultaneamente em dois firmamentos quando olhava para o alto. Ele de repente vê uma estrela cadente, e admirado, grita e aponta para os amigos. A cena durou apenas alguns segundos, mas todos, encantados com o que acabaram de ver, concordam entre si que foi a coisa mais linda que já presenciaram. Jorge, então, propõe que façam um pedido.
Felipe foi o primeiro, sem pensar o suficiente, pediu a primeira coisa que veio à sua mente, mas se arrependeu logo depois. Ivo foi o segundo. Pensou bastante e finalmente desejou. Pouco tempo depois teve medo do que tinha pedido, e acabou revelando aos amigos, para que não acontecesse. Jorge demorou mais, não sabia o que queria, e acabou desejando apenas o habitual. Estavam extremamente animados com o que acabaram de ver.
Felipe começava a sentir mais sensibilidade que de costume, e achara que aquela cena marcaria um novo começo em sua vida. Jorge, pelo contrário, não sentira quase nada, e apenas pensava no quanto queria ter alguém para amar e compartilhar o que vira. Ivo deixara escapar uma lágrima, e tentou enganar-se pensando ter visto outra estrela cair.
O certo é que depois daquela noite, por coincidência ou destino, os amigos se separaram. Felipe abandonou o ego e se apaixonou perdidamente por uma garota,
com quem manteve um longo relacionamento. Jorge desistiu do amor, caminhou solitário por muito tempo, triste e miserável, até finalmente encontrar-se e encontrar
sua tão esperada salvação, em si próprio. Ivo agora negava esmolas a quem quer que lhe pedisse. Comprou um gato e fez muitas tatuagens.
Jorge era o mais introspectivo. Estava sempre perdido dentro de seu próprio mundinho, que às vezes era maior e mais complexo que o mundo exterior que o cercava. Felipe era o mais equilibrado, sempre sabia fazer a coisa certa na hora certa, e conseguia cativar as pessoas facilmente. Ivo era o mais extrovertido, comunicativo e alegre. Tentava sempre divertir todos a seu redor, e na maioria das vezes conseguia.
Jorge era romântico, acreditava em amor verdadeiro e ansiava por achar o seu. Em toda sua vida tivera apenas um relacionamento sério, com uma garota que amou bastante, mas tudo acabou em uma enorme decepção. Desde então ele começara a manter amores platônicos por qualquer uma que lhe desse um mínimo de atenção. Para ele amor era tudo, e era assim que deveria ser. Para ele o amor verdadeiro salvava, e ele estaria sempre a espera desta salvação.
Felipe era mais racional. Não se deixava envolver. Nunca amara de verdade em sua vida, era um cara de relacionamentos rápidos e noites sem compromisso. Era cauteloso e nunca agia sem pensar. Apesar disso, Felipe mantinha uma forte paixão: seu ego. Garotas não eram tão importantes.
Ivo era confuso em relação ao amor. Por muito tempo mantivera um relacionamento interminável, que oscilava sempre entre comodidade e solidão. Ele morria de medo da solidão, não suportava. Por isso vez ou outra perdoava erros imperdoáveis, se apegava a desconhecidos e mendigava esmolas de afeição.
Era noite e os três amigos conversavam tranquilamente sob um céu estrelado. Fumando cigarros, roendo unhas e bocejando. Não precisavam de muita coisa, só de estarem juntos sentiam-se felizes. Felipe cantarolava uma canção sobre estrelas caindo. Jorge pensava longe, mais uma vez estava se perdendo, enquanto Ivo ansiava por falar com sua nova namorada e contava sobre ela.
Jorge sempre fora aficcionado pelo céu, logo, perdia-se simultaneamente em dois firmamentos quando olhava para o alto. Ele de repente vê uma estrela cadente, e admirado, grita e aponta para os amigos. A cena durou apenas alguns segundos, mas todos, encantados com o que acabaram de ver, concordam entre si que foi a coisa mais linda que já presenciaram. Jorge, então, propõe que façam um pedido.
Felipe foi o primeiro, sem pensar o suficiente, pediu a primeira coisa que veio à sua mente, mas se arrependeu logo depois. Ivo foi o segundo. Pensou bastante e finalmente desejou. Pouco tempo depois teve medo do que tinha pedido, e acabou revelando aos amigos, para que não acontecesse. Jorge demorou mais, não sabia o que queria, e acabou desejando apenas o habitual. Estavam extremamente animados com o que acabaram de ver.
Felipe começava a sentir mais sensibilidade que de costume, e achara que aquela cena marcaria um novo começo em sua vida. Jorge, pelo contrário, não sentira quase nada, e apenas pensava no quanto queria ter alguém para amar e compartilhar o que vira. Ivo deixara escapar uma lágrima, e tentou enganar-se pensando ter visto outra estrela cair.
O certo é que depois daquela noite, por coincidência ou destino, os amigos se separaram. Felipe abandonou o ego e se apaixonou perdidamente por uma garota,
com quem manteve um longo relacionamento. Jorge desistiu do amor, caminhou solitário por muito tempo, triste e miserável, até finalmente encontrar-se e encontrar
sua tão esperada salvação, em si próprio. Ivo agora negava esmolas a quem quer que lhe pedisse. Comprou um gato e fez muitas tatuagens.
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