sexta-feira, 20 de março de 2009

Woody Allen, diarinho y otras cositas más

Sabe aquela correria toda do post passado? Pois é, foi suspensa temporariamente, de uma semana a quinze dias no máximo. Motivo: tive que engessar a droga do pé, e holly cow! como gesso incomoda! Troquei três vezes, pra se ter noção. O primeiro eu cismei que havia quebrado, o segundo tinham colocado errado e tava doendo demais, e agora tô aqui com o terceiro. Cinco dias, três gessos diferentes, tive até que trocar de hospital, senão não me atenderiam! hahaha :P
A pior parte foi ir pra Ufma assim e andar aquele campus imenso (tá, só o CCH, mesmo lugar onde a entorse nasceu, há uma semana atrás), suando feito uma porca parida e fazendo um puta esforço nos braços. Paguei todos os meus pecados, e devo ter feito mais exercício nos bíceps do que diane dos santos faz em um mês, droga de muletas! Se bem que essas são bem melhores que as axilares, que doem muuuito mais! O que valeu a pena esse sacrifício todo foi a primeira aula de latim!! Finalmente! :D
Bigus Dickus! Viu? Já sei falar latim. haha.
Mas então, onde eu quero chegar com isso... a consequência de um pé engessado é ter que ficar de molho, aí o que se faz? Aluga-se milhões de filmes pra passar o dia no sofá de perna pro alto, enquanto todos saem, te chamam pra sair, se divertem e fazem questão de dizer o quanto foi/vai ser divertido tudo isso. Meanwhile você assiste boquiaberta as imagens resultantes do que goes on in the head of the genius, the master, the one and only... Woody Allen.
(eu não posso morrer antes de ver a filmografia inteira dele)!
Que o homem é um gênio, todos já sabem, mas o que deve ser constantemente lembrado é que ele sempre consegue surpreender (mesmo que repita fórmulas e carregue clichês, ainda assim ele consegue). Drama ou comédia, ele é sempre envolvente e inigualável, sem dúvida que é um dos melhores diretores autorais de todos os tempos.
Que Woody Allen viva pra sempre!
Esse filme que assisti hoje chama-se "Interiores", e definitivamente é um dos melhores dele na minha concepção. Um dramão fudeno, porrada seca e certeira. Te dá um soco no estômago e te deixa com falta de ar, dá a sensação de nó na garganta e mal dá pra piscar nas cenas, prende a atenção do incío ao fim.
Destaca a subjetividade de cada personagem, e Woody usa de ótimos artifícios pra isso. Como o próprio título já diz, fala sobre o que há de mais íntimo, além de ser filmado essencialmente em ambientes internos, com pouquíssimas tomadas externas. Você é levado a penetrar o interior de cada um e compreender perfeitamente o que se passa, consegue até sentir as angústias dos personagens. Várias cenas arrancam suspiros e algumas até me arrepiaram. Tudo com muita profundidade. Duas palavras pra definir o velho judeu mais-mais-mais-de-todos: profundo e sutil. (ponto!)
Parece que ele arranca a alma das pessoas e a enfia naqueles rolos de filme...
E aí, depois de tirar teu fôlego, tentar arrancar tuas lágrimas e te deixar com aquela sensação de PUTA QUE PARIU!, acaba... tão calmo e silencioso como começou. DRAMÃO. Porrada seca. Nó na garganta. Um WA legítimo.
Falou e disse a aclamada crítica de cinema, Érika Dominici.
E ainda tem muito mais ócio, muito mais pé engessado e muito mais filme, o que é igual a muito mais besteira escrita por aqui.
Depois dessa verborréia toda tô até me sentindo mais leve!
(o que vai me ajudar na hora de carregar o peso todo do meu corpo nas muletas).

Um comentário:

lorenna disse...

Já escrevi sobre woody e tal.
e o filme realmente é muito bom, mostra bem o 'interior' dos personagens e faz sentir o drama, mas eu não achei tããão porrada seca como tu falou,
achei massa, bem bom, digno!
mas consegui respirar dji boua