Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Pequeno ensaio sobre poder

-Mas quem é que... não gosta de poder?
-Os mentirosos.

(Disse, após um breve pensar que retomou toda a história da humanidade).

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O que eu não entendo é como tu, lixo humano, consegues andar por aí vestido de espelho de bondade e beleza. Teus olhos grandes transbordantes de inveja esquecem de mencionar o quanto és desgraçada, mas teu sorriso curto nunca me enganou.
Das palavras que saem da tua boca suja de mentiras, as atitudes são contrárias; é cansativo observar tanta falsidade. No entanto, disseste algo que me encarregarei de concretizar: O que vai, volta. Karma é um bumerangue, espera que vai voltar.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Pra mudar com morangos

Living is easy with eyes closed, misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone but it all works out, it doesn't matter much to me


Acho que tô um pouco atrasada, mas tá na hora, já é pra ser. Tenho que ajeitar o foco,
escolher a lente certa e mirar no que quero.
Mais extro que intro, mais lá fora que aqui dentro, subjetivo, ma(i)s objetivo.
Então começa agora. A-G-O-R-A.

Always, no, sometimes, think it's me, but you know I know when it's a dream, I think, no I mean, yes, but it's all so wrong, that is I think I disagree

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Crônica de um desamor louco

Hoje não te amo nem te odeio. Apenas penso em ti, não sei se com carinho ou com cuidado, com pena ou arrependimento. Hoje às dez da manhã estava pensando em ti. Às seis da tarde também, e agora, às nove da noite continuo pensando.
Não costumo pensar em ti toda hora, geralmente dou um intervalo de duas a três. Penso no que passou e no que poderia ter passado, mas o futuro, que hoje é passado e ontem foi presente, não deixou. O futuro do pretérito imperfeito, qual será? E qual seria o futuro hoje se o pretérito tivesse sido perfeito?
Era uma vez e eu amara, amava, amei. Então foi-se uma vez e em vez de amar, odiei. E odeio, o fato de que talvez ainda ame, mas não como amava enquanto amei.


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Escrito enquanto eu estudava crônicas, inspirado por seu ningas e título parodiando Bull covi ski.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Pe[r]dido

João diz:
gostou?
Maria diz:
eu ja gosto desse tema naturalmente
Maria diz:
e esse ai ta... pqp!
Maria diz:
sabe, quando eu gosto mto de uma coisa, quando ela me emociona, me faltam palavras, aí eu não sei o que dizer direito
João diz:
eu sei como é
João diz:
eu fico xingando
Maria diz:
mas acho que isso é bom, pq se faltam palavras é pq vc é além do que vc consegue expressar, aí vc se concentra em sentir
Maria diz:
eu tbm xingo pra porra!
João diz:
o que tu falou é bonito
João diz:
e certo
Maria diz:
o que tu escreveu tbm
Maria diz:
e é sobre o que a gnt tava falando no começo da conversa: o tempo e as coisas passando
João diz:
isso
João diz:
foi por isso que fiz
Maria diz:
tu fez enquanto a gente tava conversando?
João diz:
sim
João diz:
esse poema é quase teu
João diz:
só não é porque quem fez fui eu
Maria diz:
!!
Maria diz:
então eu sou a Maria, né?
Maria diz:
maria érika
João diz:
maria érika
João diz:
po, tu acabou com um belo jejum
João diz:
eu tava já ha uns dias sem escrever

.

Pe[r]dido
O tempo é vertigem
alucinante é a imagem
do instante
que passa e não se importa
em se tornar passado.

Maria, enquanto ainda é noite
Antes que seja manhã
E tarde
Segura esse instante em tuas mãos
E não o deixa ir
Nem que isso mude toda a complexa ordem temporal do universo.


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Porque há muito eu não ganhava um poema do qual gostasse tanto!
Vou tentar fazer com que o pedido não se perca. =)

Domingo, 10 de Maio de 2009

só deixando fluir...

Há muitão de ti nas pessoas pessoas que tu toca. E muitão delas em ti. Eu gosto de observar isso, e essa semana percebi bastante.

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Eu tava pensando, todo mundo tem seu vício. Alguns podem até não saber, mas têm. O próprio cérebro é viciado em algumas sensações, e isso varia de pessoa pra pessoa. Uns têm aqueles vícios óbvios, que geralmente são as drogas, lícitas ou não. Outros são viciados mais discretamente, em sofrimento, em serem felizes a custo de qualquer coisa (o que nem sempre é bom), em zangar-se, em encucar com qualquer coisa, enfim...
Aí o mais interessante disso tudo é que, de tão viciada nisso, a pessoa prepara pra si situações nas quais que possa tirar essas sensações em que é viciada. Brigando por banalidades, sofrendo por qualquer unha que quebre, arranjando fantasias pra se encucar. E assim vai alimentando o vício.

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O céu tava tão bonito hoje. Tava azulzão bem forte no começo do dia, com aquelas nuvens gordas que indicam calor. Já no finzinho de tarde tava alaranjado, com nuvens que pareciam pintadas levemente, e aquelas mais leves ainda, que parecem ter sido só pinceladas e que indicam que o tempo vai esfriar pelo menos um carocinho.

Ultimamente tenho olhado pro céu e pensado "Esse pedaço de céu equivale ao pedaço de terra ao qual eu tô presa agora. Então, além de explorar o pedaço de terra em que tô, sempre tento olhar bem pro céu, porque sei que ele também muda, e sei que posso sentir falta dele um dia."

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Ah, hoje é dia das mães. Eu não curto muito isso de dia, não. Pra mim, atualmente isso só serve pra alimentar o capitalismo mesmo (sem entrar em viagens pró comunismo). Pra isso e pra ter uma notinha na agenda debaixo da data. "27 de agosto - Dia do Psicólogo", "dia do livro", "dia do cacau"... cada dia bizarro!
Nem tem mais aquilo de homenagear. Dia do Índio: Vamos pintas as criancinhas na escola, colocar-lhes um cocá e falar que os índios descobriram o Brasil. Dia das mães, dos pais, dos namorados: Geralmente gera frustração. Compra-se presentes e pronto, papel cumprido. Só isso?
Acho difícil resgatar valores numa sociedade como essa. A menos que a pessoa tenha verdade naquilo que tá fazendo, aí muda o contexto.

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Ontem ganhei meu dia. Descobri que vai ter Cat Power em SP em julho, e eu vou! Finalmente me vingarei desses shows bons que tenho perdido. Depois, meu primeiro congresso, em BH com as amigas. Não posso morrer antes de julho.

É isso aí, agora vou fazer outra coisa.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Don't make a sound...

Tava com insônia e peguei o ipod pra ouvir e ver se conseguia me dormentar um pouco. Parei naquela música, uma que me lembra tanto aquele tempo, aquela época, aquele lugar. Incrível quanto se pode depositar numa música, que mesmo depois de ano, mesmo depois que tudo já tenha mudado, ela consegue trazer tudinho de volta. Todos os sentimentos, todas as sensações. O peito fica apertado de novo, a garganta fica seca. Engraçado... mesmo que nenhum dos sentimentos ou sensações existam mais, eles voltam, como se permanecessem, como se nunca tivessem desaparecido...



Você lembra perfeitamente daquela sensação de impotência, de saudade aleijada, pois não havia nada que você pudesse fazer a respeito. You just couldn't avoid those feelings, that obscure sensation that everything was going wrong, everything was completely out of your reach. You could only wait and hope things didn't go so wrong, even knowing they were.
Remember the cold, the cold you had never, ever, felt before. Se lembra de estar debaixo das cobertas que lhe pinicavam. Suspira, lembra que dera muitos suspiros naquelas noites gélidas, do outro lado do mundo, longe da única coisa que gostaria de ter por perto.
Lembra da sensação de estar perdida, amarrada, emudecida. Dos pés frios. De sentar perto à janela e olhar aquelas outras janelas in front of you. De ver a janela embaçando e pensar o quanto lá fora está milhões de vezes mais frio do que dentro do quarto, até que cria coragem de abrir a janela e comprova que lá fora realmente está muito mais frio. coloca sua cabela pra fora da janela e sente o frio, a neblina. Sente aquele sopro de gelo caressing your face, telling you that is ok to be lonely, you're not the only, those windows in front of you could be lonely too. Mas seu pensamento está a oceanos de distância.
Você lembra de ir ao banheiro e se trancar lá dentro, fumar vários cigarros lá, porque não pode fazê-lo do lado de fora do banheiro, ou do quarto. Lembra de deitar na banheira seca e vazia, com nada além de um maço de cigarros como companhia, seus pijamas e meias para aquecer os pés. Você sente uma espécie de tristeza conformada.
Então, depois de muito pensar, com alguns cigarros a menos, e não menos aflita que antes, volta pro quarto, despede-se da rua fria, vazia, e das janelas. Entra nas cobertas que dão coceira, fecha os olhos e ouve a música. A música que sussurra aos seus ouvidos, como a fria brisa noturna lá fora. Consolando e ao mesmo tempo dando aquela sensação, aquela sensação de vazio. Então você se agarra às cobertas e se agarra às memórias, às tantas memórias, tentando amenizar aquilo. Mas it doesn't work, as your problem won't work out as well. And you think that soon, but not soon enough, you'll see how things will be when you come back. Back to that place that hasn't windows in front of you, or cold weather outside, but lonely streets you know you'll find everywhere.




*Música
*Foto por lores